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Adolescentes e adultos

Autor presente na lista dos 100 mais vendidos na categoria de “Psicologia Existencial”, da livraria Amazon dos Estados Unidos. Iniciou seu percurso psicanalítico em 1987, com a pesquisa A Teoria da Sociedade em Freud, como bolsista do CNPq. Menbro do The Existential Psychoanalytic Institute & Society - EPIS (EUA), onde publica artigos abrangendo psicanálise existencial e filosofia.

Estamos entrando naquilo que vai ser o mundo pós-pandemia. Nós não sabemos ainda como será. Porém, podemos ter certeza de que precisaremos nos ajudar uns aos outros.

Nesse cenário, a psicanálise tem um papel a cumprir. Justamente porque o indivíduo não pode ser separado de seu contexto, onde ele tem a sua alegria e a sua dor. 

A vivência de cada dia é profundamente emocional, e o contato com o outro pode ser fator de acolhimento ou de exclusão. Daí a necessidade da escuta do analista, uma escuta feita sem julgamento, acolhedora do ser do outro.

Porém, a psicanálise, na escuta da pessoa, faz algo mais, implícito no seu ato de acolher o outro: questionar a sociedade e suas narrativas. 

A crítica em relação ao modelo de sociedade vigente é decorrente do esclarecimento sobre os jogos de poder. Esses jogos são provenientes da busca da dominação, seja na família, no trabalho, ou na esfera pública. Decorrem da insegurança existencial, da ansiedade perante o desconhecido, e nada oferecem. De uma forma ou de outra, todos saem perdedores.

Em termos práticos, um exemplo disso são aqueles textos superficiais que, de vez em quando, vemos em certos lugares: “Teste para saber se você é assertivo: seu filho está brigando com o filho do vizinho, e seu filho está vencendo; o que você faz? Seu cachorro está brigando com o cachorro do vizinho, e seu cachorro está vencendo; o que você faz?”. Coisas como essas refletem o paradigma cruel de uma sociedade profundamente excludente, que é contra a vida, sendo anti-sobrevivência e anti-humana.

A experiência psicanalítica nos tem demonstrado que a primeira necessidade da vida é a sobrevivência, incluindo a sobrevivência emocional em uma relação saudável com o outro. O intelecto teria a função valiosa de ajudar a sobrevivência. mas, pela ilusão daqueles que quiseram se tornar “poderosos”, perdeu o seu sentido e se corrompeu.

Sendo assim, o intelecto do indivíduo, desconectado da vida, quer usufruir do poder, mesmo que isso coloque em risco a sobrevivência. 

Por qual outro motivo se fabrica bombas atômicas?

Com isso tudo, pode ficar parecendo que não existe nada que seja real para além dos jogos de poder e dominação da sociedade. Porém, a verdadeira vida, que é a exaltação da existência em sua beleza, bem como do ser humano que partilha dessa existência, possui uma verdade mais profunda. Nessa verdade, deve-se buscar o fortalecimento incondicional da vida, valorizando-se a sobrevivência, tanto física como emocional. Com isso, valoriza-se tudo o que sobreviver implica: além de água e comida, é preciso haver amizade, gratidão, solidariedade e misericórdia. 

Em um mundo pós-pandemia, não se pode fornecer justificação para a violência, seja qual for o seu tipo: assédio moral no trabalho, bullying nas escolas, humilhação de quem é mais pobre. 

A psicanálise, a partir do cuidado individual, torna-se um fator importante de crescimento e de conscientização da sociedade, com a escolha incondicional da vida e do viver. 

Como percebeu Nietzsche, escrevendo sobre a herança filosófica dos gregos: é preciso exaltar a existência, e, para isso, é necessário exaltar as criaturas criadas pela existência—toda a vida e todos os seres humanos, acreditando-se sempre na beleza e na alegria do ato de viver.

 
 

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